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Uso indiscriminado de antibióticos na ITU


Fonte: Freepik


O tratamento da infecção de urina, basicamente depende do sujeito e das manifestações clínicas do mesmo, além disso, o fato de ser primo-infeção ou infecção recorrente, pode modificar a conduta medicamentosa. Entretanto, grande parte dos tratamentos utilizam antibióticos de amplo espectro, que visam atingir várias espécies de microrganismos, uma vez que geralmente é requerida uma cultura de urina, fica bastante simples o ato de conduzir o tratamento, visto que geralmente alguns microrganismos são sensíveis a algumas drogas especificas e etc. Um dos grandes problemas atualmente, refere-se a auto medicação, haja vista que muitos casos de infecção são recorrentes, o que pode traduzir ao paciente uma falsa possibilidade de se auto medicar em segurança, este fato pode fazer com que os microrganismos tornem-se resistentes as drogas utilizadas com frequência, o que faz com que o tratamento seja ineficaz, possibilitando o aumento e a expansão da infecção.


Além disso, mesmo quando antes da conduta medicamentosa existe uma consulta medica, o remédio indicado também pode ser ineficaz diante dos mecanismos de resistência dos microrganismos contra o antibiótico, o que faz com que novas drogas sejam prescritas exigindo um maior gasto e também possibilitando resistência a nova medicação. Esta resistência antimicrobiana, ocasiona falha de tratamento, aumento nos casos de pielonefrite, necessidade de re tratamento e hospitalização e etc. Estudos atuais, sugerem que toda infecção deve ser tratada ou em dose única (caso de mulheres com primo infecção) ou durante 7 dias, demais casos. Dessa forma, o ideal é a realização de monitoramento do perfil de sensibilidade dos microrganismos patogênicos para evitar falha terapêutica e aumento de resistência. A resistência está relacionada a fatores do microrganismos e fatores genéticos e imunológicos dos pacientes. Atualmente a profilaxia se dá por meio da elevada ingestão hídrica, cuidados com uso de absorventes internos ou permanentes, fazer higiene pós coito, evitar uso de duchas de forma desnecessária, evitar uso de espermicidas e evitar múltiplos parceiros sexuais. Vale ressaltar que, no que tange tratamento, a consulta clínica para gestantes e imunossuprimidos é diferenciada e depende de informações como nível de infecção e imunossupressão.



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